segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Rede de Intrigas (1976)



Título Original: Network

Gênero: Drama

Roteiro: Paddy Chayefsky

Direção: Sidney Lumet

Sinopse:"Quando o veterano âncora de jornalismo Howard Beale é demitido, ele sofre um violento colapso nervoso diante das câmeras. Mas, depois que os seus enfraquecidos números de audiência sobem por causa das suas críticas ferozes, ele é readmitido e reinventado como O Profeta Louco"



 Assim como O Abutre nos apresenta ao submundo do telejornalismo criminal, e o pouco conhecido Deus Salve a América usa de violência para criticar a sociedade e a futilidade dos reality-shows, Rede de Intrigas faz o mesmo, mas voltado à busca pela audiência. Um assunto que para alguns pode ser cansativo, mas é assustadoramente atual.

Mesmo sendo um filme feito nos anos 70, ainda ficamos impressionados diante da cegueira pelo poder, à procura da polêmica certa, ideologias compradas, e até o ato robótico do público, como mostrado na cena em que Beale (Peter Finch) pede para que os telespectadores saiam gritando em suas janelas: “Estou muito bravo, e não vou suportar mais isso”. São esses ataques de fúria em que também assistimos vários momentos impactantes do filme. Além de transformarem Howard Beale em uma caricatura comercial, possui verdades inconvenientes em seus discursos. Em Frank Hackett e Diana Christensen, interpretados por Robert Duvall e Faye Dunaway, enxergamos a ganância, obsessão e a consequência da Geração TV, em que Max Schumacher (William Holden) tanto evidencia no enredo. Nem se eu quisesse, daria para colocar um ou dois diálogos como exemplos do bom conteúdo, pois Rede de Intrigas vai mais além, e seria injusto diante da genialidade das outras cenas, junto com boas interpretações.  E o que fica, além dessa memorável reflexão, é saber que mesmo com todo avanço tecnológico e suas consequências negativas,  também estamos vivendo a Geração TV.

Avaliação:
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo