sábado, 17 de outubro de 2015

Golpe Duplo (2015)



Título Original: Focus

Gênero: Crime, Romance e Drama

Roteiro e Direção: Glenn Ficarra e John Requa

Sinopse: "Nicky (Will Smith), um experiente mestre trapaceiro que se envolve romanticamente com a golpista novata Jess (Margot Robbie). Enquanto ele ensina a ela os truques do negócio, Jess acaba se aproximando demais e ele  decide terminar a relação. Três anos mais tarde, Jess - agora uma talentosa femme fatale - aparece em Buenos Aires no meio das altas apostas de um circuito de corrida de carros. Ela promove uma reviravolta em seus planos, deixando o vigarista fora de seu jogo." 



Will Smith não é apenas um ''ator de filme de ação'', é difícil vê-lo em um papel que não se encaixe. Fez de bons a ótimos filmes e personagens,  desde o drama até comédias. Mas quando errou, caiu feio! Rodrigo Santoro no meio Hollywoodiano pode ser mais conhecido pelo blockbuster 300 ao encarnar Xerxes, voltando a aparecer na fraca continuação 300: A Ascensão do Império. Porém, foi no brasileiro Bicho de Sete Cabeças que eu vi a melhor atuação dele. Quanto a Margot Robbie, confesso desconhecer seus trabalhos.

Aqui, os três aparecem em uma trama que de início é manjada: A velha história de vigaristas e aprendizes se dando bem e até querendo passar a perna nos próprios membros, tudo em nome do dinheiro e até, quem diria, honra. Outro filme que tem bastante potencial, com atuações que chamam atenção, é Trapaças, onde envolve tanto que nem acreditei que chegaria a um final tão bobo. Não que seja decepcionante, apenas simples diante do apresentado. Golpe Duplo fez exatamente o contrário comigo: o começo é entediante, mas ao chegar na metade, fui fisgado. Assim como O Juiz, soube usar as situações e apresentar no momento certo. Sim, tem aqueles personagens previsíveis, mas compensa quando estão diante de algumas cenas explicando detalhes dos golpes e atraindo o viciante círculo de mentiras. Não existe uma reviravolta extraordinária, mas tem desfechos interessantes e quando você acha que já previu tudo, não chegou nem perto. Só achei as atuações dos protagonistas medianas, principalmente a de Rodrigo Santoro, que não convence na tensão final. Muito longe de ser ótimo, serve para aqueles dias que você quer se entreter com aquele famoso estilo saturado, mas tem boas chances de acabar agradando.

Avaliação:
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo