quinta-feira, 23 de julho de 2015

Grandes Olhos (2014)



Título Original: Big Eyes

Gênero: Drama

Direção: Tim Burtom

Roteiro: Scott Alexander e Larry Karaszewski

Sinopse: "História da pintora Margaret Keane, conhecida por seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, a pintora teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras."
  
Trailer 



   Quando fiquei sabendo que Tim Burton iria dirigir um filme tão diferente de seu já conhecido estilo, fiquei curioso para saber o resultado. Minha única decepção do Tim que recordo, foi na comédia abobalhada Marte Ataca. Em Grandes Olhos, Burton se deixa levar por um roteiro mais sério e menos fantasioso. Algumas cenas me fizeram lembrar o colorido de Big Fish, mas sem aquela estética marcante ou misturando elementos obscuros. Gostei da Amy Adams no papel da pintora, conseguindo passar uma Margaret reprimida no seu silêncio, tendo que lutar consigo mesma para permanecer na mentira imposta pelo seu marido. Já Christoph Waltz, que interpreta Walter Keane, me chamou mais atenção exibindo um personagem malandro, temperamental e carismático. Não consigo imaginar no momento, ninguém melhor que Waltz para esse papel, principalmente na cena divertida do tribunal. 

 Com certeza, não é de admirar que uns e outros possam estranhar ao associar o nome de Burton a um filme, aparentemente simples, sem grandes surpresas, exceto pelas boas atuações dos protagonistas. Poderia dizer que uma das características no visual que se sobressai, é na parte em que Margaret entra em um tipo de conflito interno, observando algumas pessoas ao seu redor, e até ela mesma, com olhos desproporcionais como em suas obras. O filme é interessante, mas bem que poderia ser mais ousado, considerando quem está na direção.

Avaliação:
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo

Deixa Ela Entrar (2008)



Título Original: Låt den rätte komma in

Gênero: Terror

Diretor: Tomas Alfredson

Roteiro: John Ajvide Lindqvist

Sinopse: "Oskar (Kåre Hedebrant), um frágil garoto de 12 anos sempre atormentado pelos colegas de escola, sonha com vingança. Ele apaixona-se por Eli (Lina Leandersson), garota bonita e peculiar que, aparentemente, é uma vampira, já que não suporta o sol ou a comida. Eli dá a Oskar força para lutar, mas o menino é colocado frente a um impasse quando percebe que ela precisa beber o sangue de outros para sobreviver."

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 Com uma fórmula muito interessante de abordar os vampiros, faz com que as pessoas reflitam nas ações dos personagens, em atitudes boas e más tanto do lado vampírico quanto dos humanos e como se não bastasse, faz uma crítica ao buylling sem forçar o enredo. É praticamente uma obra perfeita! Não há sangue em excesso/de uma forma apelativa, não tem imagens de carnificina fáceis, tudo está centrado numa história bem criada e no encontro de 2 crianças consideradas estranhas ao seu redor, e até pra elas mesmas. Apesar de ter garotos como protagonistas, o lado obscuro, sofrido e descontrolado pelo sangue, não são esquecidos.

 A ação não é tão frequente, mas quem aprecia um bom roteiro, chega a ficar preso no destino maldito da menina que não aprendeu ou esqueceu completamente o significado da infância, se tornando vizinha de um garoto depressivo de pais divorciados e que passa por perseguição na escola. Mais tarde, como às vezes acontece, fizeram uma versão americana com o título Deixe-me Entrar, realizada pelo mesmo diretor de Cloverfield, Matt Reeves. Nesse remake encontramos a famosa e Chloe Moretz que foi destaque no filme Kick-Ass. Aqui ela faz o papel, como já esperado, da menina estranha que tem 12 anos há muito tempo. Achei que a versão sueca mostrou as cenas com mais naturalidade do que a versão de Reeves, mas quem tiver curiosidade, aconselho assistir o primeiro pra depois comparar com o segundo, que modifica uma coisa ou outra. Totalmente recomendado pra quem gosta de um filme bem trabalhado.

Avaliação:
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo


Vírus (2009)



Título Original: Carriers

Gênero: Suspense, drama

Diretor: Àlex Pastor e David Pastor

Roteiro: Àlex Pastor e David Pastor

Sinopse: " Um vírus mortal se espalhou por todo o globo. Quatro jovens dirigem pelas estradas dos EUA com o objetivo de chegar ao Golfo do México, onde poderiam sobreviver a doença apocalíptica. Seus planos começam a dar errado quando o carro quebra em uma estrada isolada."

Trailer



 Vírus, é sem duvida, um dos meus filmes preferidos de infectados (que diferencio de zumbis: cadáveres que se levantam com fome de carne humana) , junto com o filme de Danny Boyle: Extermínio. O roteiro é bem mais realista e dramático. Já o enredo tem partes um pouco paradas, ainda assim, inteligentes! Os personagens vivem em um mundo apocalíptico, o título já é auto-explicativo. De início aparece uma gravação antiga de dois garotinhos brincando numa praia, mais adiante se entende o porquê e tudo parece se encaixar. Para evitar serem contaminados, os protagonistas devem seguir as regras criadas para o grupo, que me fez lembrar vagamente de Zumbilândia. 

 Encontra-se praticamente tudo que se vê em filmes de zumbis, só que de uma maneira voltada a realidade, sem cenas gores e com a representação dos sentimentos/comportamentos humanos (egoísmo, loucura, frieza...) muito bem colocados em cada situação difícil. Os doentes agem como qualquer outra pessoa saudável, quando se trata de imagem: em estágio avançado, ficam marcados (erupções) e com escorrimento/tosses de sangue. Dessa maneira, se torna difícil matar, sabendo que não é comparável a uma criatura irracional, de corpo fétido, geralmente em decomposição, aderindo ao canibalismo. O drama é mostrado frequentemente, é um dos pontos altos, principalmente nos sacrifícios e decisões que os irmãos são obrigados a fazer, desde interação ou ter que matar contaminados, abandonos e algumas opções desumanas...mas infelizmente, precisas. A história te faz pensar: até aonde teríamos coragem para prosseguir com a jornada? Na dificuldade, seríamos capazes de quê? Ficamos diante de uma realidade cruel, quase sem esperanças, onde a vida se torna rara.

Avaliação:
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo

terça-feira, 7 de julho de 2015

Latuff

''Carlos Latuff (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1968) começou sua carreira em 1989, como ilustrador numa pequena agência de propaganda. Em 1990, passou a trabalhar para a imprensa sindical. Após assistir a um documentário sobre os zapatistas, transformou sua arte em ativismo político, desenhando em favor de diversas causas. Seus cartuns são conhecidos no mundo todo e geram polêmica, principalmente por suas críticas a Israel e Estados Unidos, em oposição às guerras promovidas por esses países no Iraque, Afeganistão e Palestina.'' [wikipédia]

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