domingo, 1 de junho de 2014

Um Lobisomem Americano em Paris (1997)




Título Original:  An American Werewolf in Paris

Gênero: Terror

Direção: Anthony Walter

Roteiro: Antony Walter, Tom Stern e Tim Burns

Trailer

 Um Lobisomem Americano em Londres, com certeza, é um marco no cinema lupino. Antigamente, John Landis apresentou um amaldiçoado com direito a zumbis e um drama pesado que passa facilmente medo, assim como uma metamorfose exagerada (dolorosa demais). Apesar de considerar simplista e sem aprofundamento, a obra ficou na lembrança de milhares de fãs no gênero terror, provavelmente porque nesse tempo foi uma “novidade” e os efeitos dos mortos vivos foram muitíssimos bem feitos. Percebe-se também que no decorrer dos anos, vieram filmes seguindo a mesma fórmula de “lobisomem sofrido” buscando o sucesso dos anteriores, onde o condenado tem os amigos e a família como forte motivo para se livrar do fardo. Bem mais tarde, Anthony Walter fez Um lobisomem Americano em Paris, baseado no clássico de JL.

A bela cena em que Andy tenta salvar Sérafine (Julie Delpy) de um suicídio na torre Eiffel com uma grande e hipnótica lua cheia fazendo companhia, é uma das partes indispensáveis do filme, assim como Brad tendo uma horrível surpresa no escuro, apenas identificando os olhos iluminados da fera pronto para atacar. E a cena da lanterna defeituosa? A cada tapa que dava para retornar a luz, que acendia e apagava rapidamente, ao fundo, um grande lobisomem começa a aproximar-se lentamente. Daria pra criar uma lista imensa de sustos e partes marcantes que o lobisomem de Paris traz. Acredito que aqui, o diretor ousou bem mais, colocou características inovadoras. Os zumbis estão lá, já que se trata de uma continuação, mas nem por isso deixou de “reforçar” várias outras coisas: uma sociedade secreta de lobisomens skinheads, uma esperançosa cura da metamorfose, transformações sem a necessidade do ciclo lunar, mais humor, a visão amarelada do lupino (como se estivéssemos na própria pele da criatura), etc. 



 O erotismo não é esquecido, é bem colocado no casal protagonista e na necessidade do lupino de sexo impulsivo, onde também acontece em pleno cemitério com Amy Finch (Julie Bowen), em que Andy sente forte desejo sexual de imediato no restaurante, seguindo seu faro. Essa mesma loira também é a causadora de alguns risos para os telespectadores. A transformação é bem feita e menos exagerada, assim como os zumbis (mas não chegam a ser tão gores como os de Landis). Confesso que me decepcionei um pouco com as formas dos licantropos, eles não se parecem bem lobisomens, mas seres que apenas lembram vagamente lobos. Em compensação, não tem as presas gigantescas e desnecessárias. Os lobisomens de Walter são ágeis, tem uma força típica da criatura (tanto quando humanos como transformados) e não parecem morrer tão facilmente. Diferente do final de John Landis, o telespectador não pára e se pergunta: “e aí, já acabou? Simples assim?!” Entre membros despedaçados, espíritos pedindo ajuda e outros problemas...Andy precisa correr contra o tempo para salvar quem ama, acabar com a maldição e consequentemente vingar-se. Um Lobisomem Americano em Paris não fica atrás do de Londres, provando que nem toda continuação é necessariamente uma obra falha.



Avaliação: 
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo