domingo, 1 de junho de 2014

Contos do Dias das Bruxas (2007)



Título Original: Trick 'r Treat

Gênero: Terror

Diretor: Michael Dougherty

Roteiro: Michael Dougherty

Sinopse: "Na noite do Halloween, uma pequena cidade descobrirá que algumas tradições nunca devem ser esquecidas. Um casal quebra uma lanterna de abóbora antes da meia-noite, quatro mulheres são perseguidas por um mascarado, alguns garotos travessos descobrem um terrível segredo enterrado, e um eremita rabugento recebe uma soturna visita."
    
 Trailer



 Quando falamos em filmes de Halloween, é de costume talvez, para muitos, recordarem do famoso filme de John Carpenter dos anos 70 com a personagem de Jamie Lee Curtis e o temível Mike Myers (Tony Moran). Em 2007, um filme de mesmo tema chamou muita atenção, e não por mero acaso. Contos do Dia das Bruxas, foi considerado: "o melhor filme de halloween dos últimos 30 anos." Quem dirige é Michael Dougherty, onde no mesmo ano, segundo o site Omelete: iria produzir uma série sobre lupinas tendo mais ligação com a sexualidade, intitulada Bithes. Segundo as palavras dele na época: "A ideia é explorar os paralelos entre ser uma fera e a sexualidade humana." Não sabe-se ao certo o que aconteceu com o projeto na Fox. Contos do Dia das Bruxas, ao menos, mostra que dirigindo, M. Dougherty tem talento de sobra (como roteirista de Superman: O Retorno...bom, prefiro não comentar).

 Aparecem diversos personagens enigmáticos, e apesar de aparentar ser mais um filme de terror sobre o tema, regados a clichês, chama atenção pela forma de explorar cada situação no enredo, reservando surpresas, incluindo uma criaturinha indispensável (da capa) que está sempre observando tudo e todos. Alguns deles tem tendência a se encontrarem durante a história, que é colocada sem um tempo certo/interligado, por isso exige um pouco mais de atenção nos detalhes pra quem assiste, há aqueles que não compreendem. 

Na aparição dos lobisomens, a cena da metamorfose me fez lembrar um pouco a primeira transformação de A Companhia dos Lobos-Neil Jordan, apenas com um gore moderado em comparação à uma boa parte de filmes com lupino(a)s, geralmente presos ao estilo. Assim como a comentada Bithes, a sexualidade/sedução também é lembrada e a essência feroz, não retirada, com o clássico uivo louvando a lua cheia acompanhado da música: Sweet Dreams-Marilyn Manson. Se tratando da lenda/mito lupino, achei o trabalho de Dougherty bom. Até quem não aprecia o gênero, pode vim a gostar do filme, este não se perde apenas em partes violentas sem nenhuma história, muito pelo contrário: é contado de uma maneira interessante, onde nem tudo é o que parece.

Avaliação: 
Péssimo 
Ruim
Regular
Bom
Ótimo