quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Gustavo Duarte

''Gustavo Duarte (São Paulo, 19 de maio de 1977) é um cartunista e quadrinista brasileiro. Nos seus romances gráficos, normalmente não utiliza diálogos, apoiando-se apenas na expressão corporal dos personagens.

Formado em design gráfico pela Unesp Bauru em 1999, Gustavo foi colaborador do Diário de Bauru entre 1997 e 1999. Após voltar a São Paulo, tornou-se designer e ilustrador de diversas revistas da Editora Abril. Também trabalhou para a Folha de S. Paulo e o jornal esportivo Lance! (entre 2010 e 2012).

Foi eleito o melhor cartunista brasileiro pelo Prêmio Angelo Agostini de 2011 e melhor caricaturista nacional pelo Troféu HQ Mix do mesmo ano. Também ganhou o Troféu HQ Mix de desenhista revelação em 2010 e na categoria Publicação independente edição única em 2010 e 2011, respectivamente com seus trabalhos 'Có!' e 'Taxi'.

Em 2014 a editora Dark Horse Comics publicou nos EUA a coletânea 'Monsters and other stories', incluindo as histórias Có!, Monstros! e Birds.'' [wikipédia]








quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Bruce Timm

"Bruce Walter Timm (8 de fevereiro de 1961) é um ilustrador, animador e produtor norte-americano. Ele também escreve e desenha histórias em quadrinhos, sendo mais conhecido por ajudar a moldar o formato dos desenhos animados atuais da DC Comics." [wikipédia]











domingo, 30 de novembro de 2014

Filth (2013)



Título Original: Filth

Gênero: Policial

Diretor: Jon S. Baird

Roteiro: Jon S. Baird e Irvine Welsh

Sinopse: "Bruce Robertson (James McAvoy) é um agente da polícia. Corrupto e psicótico, não para diante de nada para obter o que deseja. Encarregado de resolver um crime brutal e ameaçado pelas ambições dos colegas, Bruce decide fazê-los cair em desgraça diante do Inspetor Chefe Toal." 




 O papel é muito bem encarnado pelo ator James McAvoy, que faz um policial chamado Bruce Robertson, obsessivo por uma promoção, decidido passar por cima de qualquer coisa, nos fazendo, às vezes, achar que o personagem parece estar crucificado pelo bem e pelo mau, consequências de suas escolhas. O filme vai muito além da caricatura mostrada no trailer, embora seus concorrentes sejam mostrados facilmente de forma superficial, até mesmo infantil, como o caso do seu melhor amigo. Mas diante do apresentado, são características releváveis. É possível lembrar um pouco de "medo e delírio" diante das alucinações. 

Não há aparentemente, uma preocupação em passar mensagens positivas, é um filme nu e cru, mostrando toda a ambição de um homem perturbado, e aos poucos, juntando o quebra-cabeça de sua própria história, reservando cenas um pouco desagradáveis e surreais até concluir toda a bagunça mental. Encontramos um situação ou outra de comédia, mas nada que tome conta totalmente do enredo, que vai se transformando para um drama obscuro, consequências do mergulho que o protagonista faz diante da sua insanidade e atos descontrolados. Fúria, poder, desequilíbrio, angústia e toque cômico, fazem de ''Filth'' um filme humano e voltado pra quem gosta ou procura assistir uma obra diferente.

Avaliação: 
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo 

Eugênio Colonnese

"Eugênio Colonnese (Fuscaldo, Itália, 3 de Setembro de 1929 — Santo André, São Paulo, 7 de Agosto de 2008) foi um desenhista, roteirista e editor de histórias em quadrinhos italiano naturalizado brasileiro, radicado no país, filho de mãe brasileira e pai italiano. Ganhou dois Prêmios Angelo Agostini, um 1985 e outros em 1994 na categoria Mestre dos Quadrinhos. Em 1995 foi a vez do Troféu HQ Mix de Mestre do Quadrinho Brasileiro, em Outubro de 2008 recebeu o póstumo Troféu Bigorna na categoria 'Uma Vida dedicada aos Quadrinhos'." [wikipédia]











quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Frank Frazetta

"Frank Frazetta (Brooklyn, 9 de fevereiro de 1928 — Fort Myers, 10 de maio de 2010) foi um ilustrador estadunidense de ficção científica e fantasia, notável por seu trabalho com quadrinhos, capa de livros, pinturas, posters, capa de discos, e outros tipos de mídia." [Wikipédia]

Frank Frazetta: The Life and Works of the Master Artist 











domingo, 1 de junho de 2014

Contos do Dias das Bruxas (2007)



Título Original: Trick 'r Treat

Gênero: Terror

Diretor: Michael Dougherty

Roteiro: Michael Dougherty

Sinopse: "Na noite do Halloween, uma pequena cidade descobrirá que algumas tradições nunca devem ser esquecidas. Um casal quebra uma lanterna de abóbora antes da meia-noite, quatro mulheres são perseguidas por um mascarado, alguns garotos travessos descobrem um terrível segredo enterrado, e um eremita rabugento recebe uma soturna visita."
    
 Trailer



 Quando falamos em filmes de Halloween, é de costume talvez, para muitos, recordarem do famoso filme de John Carpenter dos anos 70 com a personagem de Jamie Lee Curtis e o temível Mike Myers (Tony Moran). Em 2007, um filme de mesmo tema chamou muita atenção, e não por mero acaso. Contos do Dia das Bruxas, foi considerado: "o melhor filme de halloween dos últimos 30 anos." Quem dirige é Michael Dougherty, onde no mesmo ano, segundo o site Omelete: iria produzir uma série sobre lupinas tendo mais ligação com a sexualidade, intitulada Bithes. Segundo as palavras dele na época: "A ideia é explorar os paralelos entre ser uma fera e a sexualidade humana." Não sabe-se ao certo o que aconteceu com o projeto na Fox. Contos do Dia das Bruxas, ao menos, mostra que dirigindo, M. Dougherty tem talento de sobra (como roteirista de Superman: O Retorno...bom, prefiro não comentar).

 Aparecem diversos personagens enigmáticos, e apesar de aparentar ser mais um filme de terror sobre o tema, regados a clichês, chama atenção pela forma de explorar cada situação no enredo, reservando surpresas, incluindo uma criaturinha indispensável (da capa) que está sempre observando tudo e todos. Alguns deles tem tendência a se encontrarem durante a história, que é colocada sem um tempo certo/interligado, por isso exige um pouco mais de atenção nos detalhes pra quem assiste, há aqueles que não compreendem. 

Na aparição dos lobisomens, a cena da metamorfose me fez lembrar um pouco a primeira transformação de A Companhia dos Lobos-Neil Jordan, apenas com um gore moderado em comparação à uma boa parte de filmes com lupino(a)s, geralmente presos ao estilo. Assim como a comentada Bithes, a sexualidade/sedução também é lembrada e a essência feroz, não retirada, com o clássico uivo louvando a lua cheia acompanhado da música: Sweet Dreams-Marilyn Manson. Se tratando da lenda/mito lupino, achei o trabalho de Dougherty bom. Até quem não aprecia o gênero, pode vim a gostar do filme, este não se perde apenas em partes violentas sem nenhuma história, muito pelo contrário: é contado de uma maneira interessante, onde nem tudo é o que parece.

Avaliação: 
Péssimo 
Ruim
Regular
Bom
Ótimo  


Um Lobisomem Americano em Paris (1997)




Título Original:  An American Werewolf in Paris

Gênero: Terror

Direção: Anthony Walter

Roteiro: Antony Walter, Tom Stern e Tim Burns

Trailer

 Um Lobisomem Americano em Londres, com certeza, é um marco no cinema lupino. Antigamente, John Landis apresentou um amaldiçoado com direito a zumbis e um drama pesado que passa facilmente medo, assim como uma metamorfose exagerada (dolorosa demais). Apesar de considerar simplista e sem aprofundamento, a obra ficou na lembrança de milhares de fãs no gênero terror, provavelmente porque nesse tempo foi uma “novidade” e os efeitos dos mortos vivos foram muitíssimos bem feitos. Percebe-se também que no decorrer dos anos, vieram filmes seguindo a mesma fórmula de “lobisomem sofrido” buscando o sucesso dos anteriores, onde o condenado tem os amigos e a família como forte motivo para se livrar do fardo. Bem mais tarde, Anthony Walter fez Um lobisomem Americano em Paris, baseado no clássico de JL.

A bela cena em que Andy tenta salvar Sérafine (Julie Delpy) de um suicídio na torre Eiffel com uma grande e hipnótica lua cheia fazendo companhia, é uma das partes indispensáveis do filme, assim como Brad tendo uma horrível surpresa no escuro, apenas identificando os olhos iluminados da fera pronto para atacar. E a cena da lanterna defeituosa? A cada tapa que dava para retornar a luz, que acendia e apagava rapidamente, ao fundo, um grande lobisomem começa a aproximar-se lentamente. Daria pra criar uma lista imensa de sustos e partes marcantes que o lobisomem de Paris traz. Acredito que aqui, o diretor ousou bem mais, colocou características inovadoras. Os zumbis estão lá, já que se trata de uma continuação, mas nem por isso deixou de “reforçar” várias outras coisas: uma sociedade secreta de lobisomens skinheads, uma esperançosa cura da metamorfose, transformações sem a necessidade do ciclo lunar, mais humor, a visão amarelada do lupino (como se estivéssemos na própria pele da criatura), etc. 



 O erotismo não é esquecido, é bem colocado no casal protagonista e na necessidade do lupino de sexo impulsivo, onde também acontece em pleno cemitério com Amy Finch (Julie Bowen), em que Andy sente forte desejo sexual de imediato no restaurante, seguindo seu faro. Essa mesma loira também é a causadora de alguns risos para os telespectadores. A transformação é bem feita e menos exagerada, assim como os zumbis (mas não chegam a ser tão gores como os de Landis). Confesso que me decepcionei um pouco com as formas dos licantropos, eles não se parecem bem lobisomens, mas seres que apenas lembram vagamente lobos. Em compensação, não tem as presas gigantescas e desnecessárias. Os lobisomens de Walter são ágeis, tem uma força típica da criatura (tanto quando humanos como transformados) e não parecem morrer tão facilmente. Diferente do final de John Landis, o telespectador não pára e se pergunta: “e aí, já acabou? Simples assim?!” Entre membros despedaçados, espíritos pedindo ajuda e outros problemas...Andy precisa correr contra o tempo para salvar quem ama, acabar com a maldição e consequentemente vingar-se. Um Lobisomem Americano em Paris não fica atrás do de Londres, provando que nem toda continuação é necessariamente uma obra falha.



Avaliação: 
Péssimo
Ruim
Regular
Bom
Ótimo









domingo, 30 de março de 2014

Frank Cho



 "Frank Cho (Duk Hyun Cho) é um autor norte-americano de Banda Desenhada (História em Quadrinhos no Brasil). Cho é o criador, escritor e ilustrador de Liberty Meadows, publicado pela Image Comics. É notoriamente conhecido por suas ilustrações de mulheres sensuais e voluptuosas em poses sugestivas, especialmente as garotas da selva Shanna, The She-Devil e Jungle Girl3 . Por essas ilustrações, Cho chegou a ser suspenso da rede social Facebook.

Enquanto era estudante na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Maryland, escreveu Universidade - Os Anos Loucos (publicado em Portugal, pela Vitamina BD). University foi publicado originalmente em The Diamondback, o jornal de estudantes da universidade. Na Marvel Comics, desenhou Homem-Aranha #5 e 6 do selo Marvel Knights. Em Fevereiro de 2005, foi lançada a mini-série Shanna the She-Devil, uma recriação da personagem coadjuvante de Ka-Zar. Em Maio de 2010, o jornal O Globo passou a publicar tiras de Liberty Meadows. Frank vive atualmente em Columbia, Maryland." [wikipédia]




                                        

    

                     
 









 


Veja Também: Toca do Calango - As Mulheres de Frank Cho

quarta-feira, 19 de março de 2014

Seabra por Seabra-Trajetória contada pelo próprio desenhista:



“Eram meados da década de 60 e meu irmão mais velho apareceu com um exemplar do nº 1 do Almanaque do Tio Patinhas. Foi meu primeiro contato com as histórias em quadrinhos. Mas Disney não era minha praia. Logo em seguida me caíram às mãos exemplares de O fantasma, da Rio Gráfica Editora. O Zorro e Sangrento Rock, da Ebal. O primeiro tinha uns desenhos duros e chatos, mas que atraíam à primeira vista (eram HQs feitas especialmente para comic book, produzidos pela Dell Comics); o segundo trazia tiras diárias remontadas, desenhadas por John Flanders, e o terceiro o traço genial de Joe Kubert. Fui Fisgado!

Comecei meus rabiscos. Em 69 mudo com a família, de Araraquara para São Paulo. Coleciono Capitão Z, Super X, Homem-Aranha e Demolidor, da Ebal. Em 1972 compro meu primeiro e único livro de anatomia: Desenho e Anatomia, de Victor Perard e Neal Adams – o famoso e reverberante desenhista do Batman nos anos 70 – são meus únicos professores. Copio até o osso (literalmente).





 Em 1974, Franco de Rosa e eu desenhamos às duras penas uns dois meses de tiras diárias (não sabíamos que material usar e tampouco como proceder) para o jornal Notícias Populares. Depois de publicar em vários jornais, começo a trabalhar para várias editoras de quadrinhos – quase todas de São Paulo e algumas de outros estados. Ilustro vários livros didáticos; faço quadrinhos e ilustrações para publicidade; participo de várias exposições e congressos, aqui e no exterior.
 

Em 1983, casado, volto para Araraquara.
 





 Continuo trabalhando para o mercado paulista (e outros) até que, em 1989, começo a trabalhar para uma agência de quadrinhos belga: a Commu. Em 1995, passo a editar uma página semanal sobre quadrinhos para um jornal local, o ‘Folha da Cidade’. Dois anos mais tarde, colaborei com charges para o jornal ‘O Carro’. Viro cartunista e sigo fazendo charges para três jornais locais. Em 1996, fui eleito pela AQC – Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas como melhor desenhista de quadrinhos nacionais do ano.”

Fonte: Curso Prático de Desenho n°:25

Editora: Escala




terça-feira, 18 de março de 2014

Kafka de Crumb



O Termo “Kafkiano” geralmente é ligado a noções de terror e angústia. Para entende melhor essa ligação, Robert Crumb empresta seu estilo de desenhos para ilustrar, junto com os textos de David Mairowitz, toda a vida do escritor em Kafka de Crumb. É relatado sobre as lendas que o rodeavam, como o Golem (um tipo de Frankenstein judeu) até as histórias anti-semitas, citando uma das mais famosas: O Assassinato Ritual, descrevendo que os judeus utilizavam sangue cristão para fazer o Matzo (pão sem fermento), aumentando assim o ódio à religião naquela época. Mas, como não poderia deixar de ser, um dos pontos fortes é o medo que Kafka alimentava perante o pai, Herman Kafka, um homem que definia o próprio filho como um imprestável.





 Esse pavor e ódio, viraria mais tarde uma auto-depreciação, usado em muitos de seus contos: A Metamorfose, Um Artista da Fome, O Veredicto, etc. Assim como criticava o poder supremo (aonde também vem acompanhado da figura paterna) demonstrado em:

O Processo: Josef K. é julgado e condenado por um crime que o mesmo desconhece;

A Colônia Penal: Em uma ilha colonial, um visitante vem analisar uma máquina usada para torturar e matar pessoas;

O Castelo: K. é chamado para uma aldeia pelo poderoso e nunca visto, conde Wes West. O agrimensor tenta de várias maneiras chegar ao misterioso castelo, mas é impedido pela hierarquia rígida;

Entre muitas curiosidades mostradas, descobrimos que Kafka tinha falta de autoconfiança física, certo repúdio ao sexo, vendo como “uma doença dos instintos...” e, mesmo sendo neto de um açougueiro, se tornou vegetariano. Segundo ele, o ato de comer carne o fazia sentir-se “um ser repugnante e estranho.” O livro também apresenta seus amores mal resolvidos e faz toda uma “viagem” no interior de Kafka, nos fazendo compreender, pelo menos um pouco, a complexidade do autor e de suas obras.

domingo, 9 de março de 2014

A Arte Fantasia de Boris Vallejo e Julie Bell

"Boris Vallejo (Lima, 8 de janeiro de 1941) é um pintor do Peru, realizador de um grande volume de trabalhos desde então para o campo da fantasia e ficção científica. Frequentou a Escola Nacional de Belas Artes do Peru antes de imigrar para os Estados Unidos, já no ano de 1964. Boris utilizou como modelo em muitos de seus trabalhos a própria mulher (Doris Vallejo) e depois casou-se com a americana Julie Bell, que é ex-fisiculturista, modelo e também pintora. Atualmente trabalham em conjunto produzindo ilustrações e são convidados para vários encontros de ilustradores ao redor do país." [Wikipédia]















Julie Bell:

 "Julie Bell (Beaumont, Texas, 1958) é uma pintora e ex-fisiculturista norte-americana. Ex-fisiculturista, Julie foi modelo para as pinturas de seu marido, Boris Vallejo. A artista pintou as capas de cerca de 100 livros e revistas sobre fantasia e ficção cientifica, desde 1990. Ela e seu marido fizeram também diversas pinturas para campanhas de divulgação de empresas como Nike Coca-Cola e Toyota." [Wikipédia]